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26/02 às 22:21 PROJETO
 

“A Câmara vai aos bairros” terá nova etapa em março

No dia 06 de janeiro a Câmara de Vereadores, através de sua mesa diretora lançou a campanha “A Câmara vai aos Bairros”. Em março, novos bairros serão visitados pelos vereadores.

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Foto por Maiara Calgaro
Paese: “a Câmara quer ser Porta-voz da comunidade”
A primeira região visitada pelos parlamentares foi com os moradores dos bairros São José, Santa Catarina e Garbin. O objetivo, segundo o presidente da Câmara, Harty Moisés Paese (PDT), consiste em aumentar a participação do Legislativo junto com os mais variados segmentos da sociedade caxiense.
 
Carta
Após o encontro, que teve a participação dos vereadores que ouviram as mais variadas reivindicações dos moradores, o presidente da Câmara coletou todos os dados elaborando uma carta reivindicatória. Posteriormente, foi enviada cópia para o prefeito José Ivo Sartori, para o comandante do 12º BPM, Tenente Coronel Júlio César Marobin, para o secretário de Obras, Celso Empinotti, cuja pasta tem o maior número de pedidos.
 
Pedidos
Foi enviada cópia também para o secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Vinícius Ribeiro, e para a secretária da Saúde, Maria do Rosário, relacionada com a ampliação do Posto de Saúde. Após a Festa da Uva, Paese diz que deverá ter a resposta se os encaminhamentos podem ser atendidos, ou se há obstáculos. As respostas serão por escrito e depois serão enviadas aos moradores.
 
Março
A ideia, segundo Paese, é fazer estes mutirões uma vez por mês. Depois da Festa da Uva, em março, a Câmara deverá ir ao bairro Século XX que está de aniversário. Ainda não há uma data definida, mas deverá ser entre 12 a 20. Além do Século XX serão ouvidos também os moradores dos bairros adjacentes como Maryland, São Ciro II. Em abril deverá ser a vez da região dos bairros Marumby, Reolon e adjacências.
 
Ouvir demandas
Paese diz que a principal preocupação do legislativo caxiense ir aos bairros e promover audiências publicas com os moradores e com a presença dos parlamentares  é ouvir as demandas que a comunidade tem e levá-las a quem pode encaminhar ou não as soluções, como é o caso do Poder Executivo. A ideia, na verdade, segundo Paese é impedir o distanciamento físico dos moradores dos bairros com a Câmara de Vereadores, como geralmente ocorre.
 
Consciência
Ele ressalta que nos dia de semana, durante as sessões, os moradores não têm como ir à Câmara. Há também uma questão de consciência política, a grande maioria, muitas vezes, por falta de esclarecimentos, deixa de fazer as reivindicações.  Para Paese, o projeto “vai eliminar barreiras e facilitar o acesso do cidadão com o seu representante, especialmente aquelas pessoas que trabalham a semana toda, estudam, ou por outro motivo não conseguem deslocar até a Câmara. Então nada mais justo que a Câmara vá aos bairros”.
 
Acesso
ao poder
Ele lembra que entidades como a UAB também tem atribuição de reivindicar. A própria imprensa também faz este trabalho. Ele entende, porém, que o legislativo pelo que representa é um canal que tem mais acesso ao poder e assim ser uma espécie de porta voz da comunidade caxiense para atender ou ao menos encaminhar soluções.
 
Peso político
Moisés lembra que a Câmara não tem como atender aos pedidos, às reivindicações, mas ela tem um peso grande para ser a intermediária entre os bairros e a Prefeitura. Sabe-se que geralmente os vereadores vão aos bairros para ouvir a população, mas quase sempre são visitas individuais dirigidas para suas áreas de ação. Já o projeto “Câmara vai aos Bairros” traz em seu bojo a presença de todos os 17 vereadores que num trabalho concentrado atendem os bairros escolhidos mensalmente.
 
 “A idéia é criar o policiamento
 comunitário nos bairros Centro,
 São Pelegrino e Lourdes”
 
 
Em relação aos pedidos feitos à Brigada Militar, Paese diz que eles são mais complexos, tratam de mais módulos nos bairros, mais policiamento para aumentar a segurança. “O Tenente Coronel Marobin acredita que a melhor solução para os bairros é a implantação do policiamento comunitário. Vamos ter um encontro logo após a Festa da Uva para debater esta questão”.
 
Estrutura
Paese revela que “inicialmente se iniciaria pelos bairros mais centrais como São Pelegrino que já está adotando o modelo com a presença de três PMs, centro e Lourdes. O comandante diz que se houver uma estrutura, como moradia para os PMs, ele está disposto a autorizar o número de policiais que for necessário. Depois, o projeto poderá se estender para todos os demais bairros caxienses”.
 
Lideranças
O presidente da Câmara revela que o legislativo deverá agendar um encontro com os responsáveis dos bairros São Pelegrino, Centro e Lourdes, juntamente com o comando do 12º BPM, para tratar do assunto. “Esperamos contar com a participação de no mínimo 15 empresários de cada região para podermos expor a ideia e alavancar, a partir daí, os recursos que possam garantir o aluguel das moradias para os PMs que passariam a residir nos barros. A Câmara fará a parte política, o coronel Marobin apresentará o projeto aos empresários”, revela Paese.
 
Agilidade
O presidente da Câmara diz: “não acredito que haja dificuldades para se obter os recursos, pois a presença dos PMs nos bairros permitirá mais segurança para os moradores, para os comerciantes e uma maior agilidade para o atendimento, não haverá a tradicional burocracia, até porque os PMs terão telefone celular, passarão a viver no bairro e passarão também a conviver mais próximos da população e seus problemas”.
 
Triplicar
O Bairro São Pelegrino adotou o policiamento comunitário no início deste ano, com três PMs, que passaram a residir no bairro com o aluguel sendo pago pela comunidade. Segundo o presidente da Associação do Bairro, Antioco Sartor, “embora a presença dos PMs esteja contribuindo para melhorar a segurança, chegamos à conclusão que há necessidade de se triplicar o número para que o atendimento possa ser mais completo”.
 
Pagamento
Sartor diz que o primeiro pagamento do aluguel dos três PMs foi pago pala Associação, pois não houve a colaboração esperada. Ele espera, porém, que com esta intermediação da Câmara e a ideia de se ampliar o policiamento comunitário para outros bairros centrais, o projeto tenha o êxito esperado.

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