Nos seus 120 anos de vida política, Caxias já teve três governadores e um presidente da Assembleia, além de vários deputados federais, senadores e deputados estaduais, como personalidades representativas do município em termos estadual e federal. Mas foi um longo e difícil caminho.
Por João C. Garavaglia
Nos seus 120 anos de vida política, Caxias já teve três governadores e um presidente da Assembleia, além de vários deputados federais, senadores e deputados estaduais, como personalidades representativas do município em termos estadual e federal. Mas foi um longo e difícil caminho.
Três caxienses chegaram ao Governo do Estado, um deles Euclides Triches (ARENA), através da Assembleia, indicado pelo regime militar em 1970 e Pedro Simon (PMDB) em 1986, e Germano Rigotto (PMDB) em 2002. José Ivo Sartori (PMDB) durante uma semana na Festa da Uva de 1998 foi governador do Estado como presidente da Assembleia, pois o governador Antônio Britto (PMDB) e o vice Vicente Bogo (PSDB) se licenciaram. Sartori também foi o primeiro e único político caxiense a se eleger Presidente da Assembleia Legislativa, em janeiro de 1998.
Árduo
Mas foi árduo o caminho dos caxienses para chegar ao poder estadual e federal. Durante décadas o cenário foi dominado por políticos da campanha, fronteira, zona sul e da capital. Mesmo que tivéssemos personalidades do porte de Dante Marcucci, Miguel Muratore e Celeste Gobatto, Caxias estava muito distante do foco do poder.
Os primeiros
Nas primeiras décadas do século XX apenas Hercules Galló e José Agostinelli chegaram à Assembleia. A partir de 1947, com o fim do Estado Novo, a representatividade caxiense começou a crescer. Celeste Gobatto (PTB) que havia sido prefeito (Intendente) de Caxias elegeu-se deputado estadual e Luiz Compagnoni (PRP) à federal. Foi um dos que mais buscou em nível federal a construção do Monumento ao Imigrante, inaugurado em 1954, pelo presidente Getulio Vargas.
Anos 50
A partir da década de 50 o número aumentou com Rúben Bento Alves (PTB) elegendo-se deputado federal, Guido Mondin (PRP) ao Senado. Onil Xavier (PSD) se elegeu deputado estadual e Guilherme do Valle (PTB) também chegou à Assembleia. Mario Mondino (PSD) se elegeria deputado estadual e depois federal.
Simon
Pedro Simon(PTB)) se elegeu vereadore em 1960 e não parou mais elegendo-se deputado estadual em 1962. Em 1965 ingressou no MDB, depois PMDB, onde está até hoje, praticamente ocupando todos os cargos. Aos 80 anos, 50 anos de vida pública, Simon é hoje Senador onde está há vários anos. É o mais antigo político gaúcho a cumprir mandato de forma ininterrupta. Em 1964, Bruno Segalla (ARS) assumiu como suplente, mas foi cassado pelo e regime militar. Euclides Triches que foi prefeito, depois deputado federal antes de ser nomeado governador.
Inédito
Em 1966 Nadyr Rossetti (PTB) elegeu-se deputado federal saindo direto da Câmara de Vereadores num fato até hoje inédito e Victor Faccioni (ARENA) à Assembleia. Rossetti foi casado em 1974. Elegeu-se novamente em 1982, pelo PDT. Nos anos 70 Victorio Trez e Júlio Costamilan, ambos do MDB, depois PMDB, se elegeram à Assembléia. Costamilan se elegeria à Câmara Federal. Francisco Spiandorello (ARENA) se elegeu à Assembleia.
Anos 80
Os anos 80 marcaram a presença de Germano Rigotto e José Ivo Sartori, ambos do PMDB, à Assembleia. Depois, Rigotto elegeu-se deputado federal, o mesmo ocorreu com Sartori, mas este em 2002. Valmir Susin (PSD) elegeu-se deputado estadual.
Anos 90
Nos anos 90 surgiram Pepe Vargas, Luiz Carlos Festugatto, Kalil Sehbe que se elegera deputados estaduais. Pepe, depois de se eleger duas vezes a prefeito, em 2006 chegou à Câmara Federal. Nesta década do novo século Ruy Pauletti elegeu-se deputado estadual e depois federal. Duas mulheres também chegaram à Assembleia, Marisa Helena Sartori (PMDB), como suplente, e Marisa Formolo (PT), elegendo-se. Marisa é a primeira mulher a eleger-se através do voto à Assembleia.