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A confusão das coligações na cabeça do eleitor
A Gazeta de Caxias conversou com Mauro Pereira (PMDB) e Kalil Sehbe (PDT) candidatos à Câmara dos Deputados para saber o que eles acham das coligações atuais e o que se passa na cabeça do eleitor e do político na hora de votar
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Quem um dia poderia imaginar Partidos que dificilmente fossem fazer coligações estarem juntos em busca de altos cargos políticos? Partidos que regionalmente são inimigos, e nacionalmente dividem cargos e se juntam, almejando cargos como de Governador e Presidente.
Confusa
Essa realidade, que para muitos é assustadora e confusa, é o que acontece na Eleição Presidencial deste ano. É difícil definir quem é oposição e situação, e mais confuso ainda para o eleitor saber em que votar. Afinal, ao votar no candidato do seu partido você estará automaticamente votando no candidato do partido adversário.
Inspiração
Mauro Pereira (PMDB) explica que “Todos somos políticos de alguma forma. O gosto pela vida pública normalmente vem de algum ideal pelo qual nos inspiramos. As pessoas que acabam se filiando em um partido aumentam a responsabilidade que têm em ajudá-lo a ter uma posição útil na sociedade”.
Oposição e Situação
Sobre a mudança na linha de pensamento dos Partidos a nível nacional, Mauro disse que “Meus conceitos não mudaram. Quem muda são as pessoas que tomaram essas decisões em Brasília sem consultar a base, visando interesses particulares. O eleitor acaba se confundindo, principalmente os que primam pela ética partidária. A divisão entre os políticos de mesmo partido é ruim, a democracia fica ruim. Numa administração é importante que exista a oposição e a situação, infelizmente o que o poder central fez foi prejudicar a ação dos partidos políticos em estados como o RS”.
“Existem partidos que não
seguem uma linha ideológica.
É o caos para a democracia”
Kalil Sehbe (PDT) considera que “Por vivermos em um país muito grande não temos a solidificação da democracia num todo. Existem partidos políticos praticamente regionais, que não seguem uma linha ideológica nacional e isso é o caos para a democracia. O eleitor está votando no Candidato e esquecendo do voto pelo partido”.
Reboque
Mauro Pereira lamenta a situação em que o partido se encontra nacionalmente. “O PMDB é o maior partido do país, e infelizmente, vivemos a reboque de lideranças que só pensam em cargos políticos. No RS isso não acontece, pois tanto o PMDB quanto o PT, e os demais partidos, são compostos de pessoas de bom caráter e que prezam pela ética na política”.
Experiência Democrática
Questionados se hoje fica mais difícil para o eleitor decidir em qual partido se filiar, os Candidatos divergem. Para Mauro, “Devido aos anos de democracia que há no Brasil, quem se interessa por política sabe bem o perfil dos partidos e a sua linha de atuação. Quem é jovem e quiser se filiar a um partido vai saber escolher bem, mesmo com a distinção entre estado e país, quem tiver uma linha de pensamento sabe quem quer seguir”.
Busca pelo Poder
Já Kalil acha que “O eleitor acaba perdendo um pouco a vontade de fazer militância. Não existe uma convicção ideológica para ele se inspirar. Os partidos se coligam por poder e esquecem de fazer a verdadeira política. Não existem mais partidos de esquerda e direita. A busca pelo poder está acima de todas as linhas de pensamento”.
“Quando houver coligações
Verticalizadas, as pessoas
votarão nos partidos“
E se para o eleitor fica difícil entender o que se passa dentro dos partidos políticos, para o político a situação piora. “Para o político essa situação é muito mais constrangedora, pois todas as campanhas se baseiam em cima de planos de governo e não mais no candidato. Quando houver coligações verticalizadas, as pessoas irão começar a votar pelo partido. Com a democracia fortalecida, toda a situação política pode melhorar”, explica Kalil.
Marketing Eleitoral
A cada eleição surgem novos candidatos, experientes, inexperientes, todos buscam uma vaga no Congresso ou na Assembleia. Cada vez mais a Propaganda é o caminho mais fácil para alcançar esses cargos, valendo mais uma vez o candidato do que o partido. “Hoje se vota em projetos e na credibilidade do candidato, no momento em que fortalecermos os partidos as pessoas irão votar conscientes. Nessas eleições podemos perceber o quanto vale o marketing eleitoral dos candidatos. O eleitor esqueceu de votar na representação partidária”, disse Kalil.
Experiência
Para Mauro “Uma pessoa que almeja cargo maior tem que ter experiência administrativa. Tem que, no mínimo, ter passado por uma Câmara de Vereadores. O Político decide pelo futuro do país, é necessário seriedade e experiência”.
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