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27/08 às 17:51 Eleições 2010
 

Cientista político projeta vencedores à presidência, Piratini e ao Senado

O cientista político e professor UCS, João Inácio Pires Lucas fez uma análise exclusiva para a Gazeta de Caxias na quinta-feira, dia 26, sobre as projeções e perspectivas da eleição à presidência da República, Governo do Estado e ao Senado.

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Por João C. Garavaglia

 
Foto por Assessoria de Imprensa UCS
João Inácio: “Se Fogaça for para o segundo turno ele terá a maioria dos votos de Yeda”

Dilma

Em relação à presidência, Lucas observa que “há uma forte tendência da vitória de Dilma Rousseff (PT), ainda no primeiro turno, não apenas pelas pesquisas, que são amplamente favoráveis a ela, mas também pelo comportamento de José Serra (PSDB), pelo seu discurso, pela escolha do seu vice que foi tumultuada e cujo nome do indicado, Índio da Costa, não emplacou e não serviu para aumentar os seus índices”.

 

Lula

Mas para o cientista político, “a grande vantagem de Dilma está diretamente ligada ao grande prestígio de Lula, que tem sido avassalador para que ela possa vencer ainda no primeiro turno. Tudo isso faz com que entre os seguidores de Serra exista a projeção de que a derrota é eminente, a não ser que possam ocorrer fatos novos muito significativos, o que não parece ser o caso”.

 

Globo

Lucas lembra que em 2006 Lula não venceu no primeiro turno “porque a mídia, notadamente a Globo, acabou fazendo uma forte campanha pró Geraldo Alckmin. Porém, desta feira parece que não há possibilidade para que isso ocorra novamente. A diferença é enorme e todos os institutos de pesquisa apresentam praticamente os mesmos números. A possibilidade de erro é quase nula. Vejam que nas pesquisas, na espontânea, os índices de Dilma são maiores do que na estimulada para Serra”.

 

Estacionar

Para o cientista político, “ao que tudo indica, Serra estacionou nos 30% e deve se manter por aí, ficaria muito surpreso se ele diminuir ou aumentar os índices. Isto significa que no país, 30% dos eleitores não deverão votar no governo. Já Dilma ultrapassou os patamares dos 50%, pode se manter e até aumentar, porque é provável que grande parte dos votos dos demais partidos com tendências de esquerda possam ser transferidos para ela ainda no primeiro turno”.

 

Empacou

Já em relação à Marina, João Inácio acredita que ela empacou nos 8% a 9%. “Acredito que a eleição se encaminha para esses números. A não ser que ocorram fatos extraordinários, o que não acredito, pois se eles existissem, a oposição já teria utilizado-se deles”, observa o cientista político.

 

“A eleição ao Piratini

   está em aberto”

 

Quanto ao Governo do Estado, João Inácio diz que “a eleição ao Piratini está em aberto. Tarso Genro (PT) não tem adversário no campo político, e deve estar no segundo turno. No outro lado a disputa está entre José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), dentro do aspecto político/ideológico. Aparentemente, Yeda está mais desgastada por ter sido governo. Fogaça está com um discurso mais agressivo e se encaminha também para o segundo turno”

 

Verticalização

Para o cientista político,“no RS não há mínima possibilidade de não haver segundo turno, é uma tradição do Estado e também não acredito na possibilidade da verticalização, votar no mesmo candidato do presidente, pois o nosso estado tem historicamente uma veia oposicionista. Vejam que  Lula foi presidente duas vezes, mas nunca foi eleito um governador do PT. A não ser que ocorra uma mudança de postura em 2010, o que me parece muito difícil”.

 

Acirrada

Para o segundo turno, segundo João Inácio, “se encaminha para ter Tarso e Fogaça, a disputa será acirrada, mas prevejo que a esmagadora maioria dos eleitores de Yeda devem votar em Fogaça. Se por acaso Yeda for para o segundo turno os eleitores de Fogaça se dividiriam entre Tarso e Yeda”.

 

Fogaça

Conforme o cientista político, “a se confirmar o atual quadro, sem fatos novos, com Tarso e Fogaça no segundo turno, e com a possível transferência maciça dos votos de Yeda para o candidato do PMDB, diria que há uma tendência, mesmo de leve, de que Fogaça tenha mais condições de se eleger governador”.

 

Paim

Para o Senado, João Inácio diz que “há uma paridade de forças muito grande, mas eu achava que Paulo Paim (PT) seria a opção mais forte, até pela sua grande participação no Senado, onde está há vários anos e especialmente por sua vinculação às causas dos trabalhadores aposentados. Acreditava que a outra vaga seria disputada entre Germano Rigotto (PMDB) e Ana Amélia Lemos (PP)”.

 

Tendências

Porém, prossegue o cientista político, “isso não está ocorrendo, Paim não decola e me parece que o que acontecerá na hora de depositar o voto, o eleitor mais à esquerda deve votar em Paim ou em Rigotto, já o eleitor mais conservador deve votar em Ana Amélia e Rigotto”.

 

Dois nichos

Então, como se observa, adverte Lucas, “Rigotto tem dois nichos de eleitores, enquanto que entre Paim e Ana Amélia apenas um. Hoje, se tivesse que apostar em quem deve se eleger, diria que Rigotto é um dos nomes mais prováveis. A outra vaga deve ser travada entre Paim e Ana Amélia, qualquer um pode ir”.

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