| Home |
Notícias
| Colunas e Blogs | Sobre a Gazeta | Anuncie | Assine | Fale Conosco |
11/12 às 17:35 ENTREVISTA: PREFEITO JOSÉ IVO SARTORI (PMDB)
 

Eu não sabia que éramos capazes de fazer tantas coisas

O prefeito José Ivo Sartori (PMDB) completa agora o seu primeiro ano do seu segundo mandato, que na verdade é o quinto ano interrupto de administração depois de ter sido reeleito em 2008. O prefeito concedeu uma entrevista exclusiva à Gazeta de Caxias para abordar várias questões

A+ | A | A-

Por João C. Garavaglia

 
Foto por Luiz Chaves/Div.Gazeta de Caxias
Sartori: um dos maiores desafios é a tecnologia na área da informática
Sartori começou lembrando que “o primeiro grande desafio foi enfrentar a ideia de que o segundo mandato é pior do que o primeiro. Posso dizer que no nosso caso não condiz com a verdade, assumimos com uma equipe afiada e renovada, conhecedora de todos os problemas de Caxias e hoje estamos trabalhando com grandes projetos até 2012, como a construção do Complexo Marrecas, que abastecerá Caxias de água por muitos anos, o aterro sanitário que resolverá o problema nos próximos 40 anos, a ligação da rede de água com o tratamento de esgoto, a construção dos reservatórios da zona leste, shopping, bairro Cruzeiro e até 2012 pretendemos inaugurar os 105 Km de estradas asfaltadas em todo o interior e que beneficiará 22 localidades rurais”.
 
Suspeitas
Sartori diz que quando assumiu a prefeitura não faltaram vozes que levantaram a suspeita de que ele, por ter tido sempre apenas experiência legislativa, encontraria dificuldades para administrar a prefeitura.
“Eu não sabia que éramos capazes de fazer tantas coisas. Trabalhamos muito e sempre contamos com uma equipe competente e trabalhadora na linha de gente. Um grande marco serão as obras do Fátima Baixo”.
 
Ginásio Multiuso
Revela que no esporte “pretendemos também fazer um ginásio multiuso, uma espécie do que foi o Ginásio Pedro Pereira durante muitos anos, porque não se justifica que Caxias sedie grandes eventos nacionais e internacionais na área esportiva sem ter um ginásio de multiuso. Já fizemos a primeira etapa com a construção de campo, vestiários, pistas, arrumação de laterais, ciclovia, a parte interna com 800 metros de atletismo. Agora, a segunda etapa será construção do Ginásio”.
 
Tecnologia
Sartori acredita que o maior desafio será com a tecnologia na área da informática. “Queremos implantar um projeto, que nos permita ter o conhecimento de toda a realidade urbana e social. Já iniciamos o projeto com o WEB Caxias, onde já temos disponibilidade de informações, porém queremos avançar mais e o meu grande sonho é ter todas as escolas interligadas com a Internet. Na área da saúde avançamos bem, pois estamos ligando com as atividades médicas na área, pretendemos criar instrumentos para cada vez mais aprimorarmos os nossos serviços nesta questão básica de hoje que é a informática”.
 
Estrutura
Hoje, a prefeitura conta com 6 mil servidores na área ativa, ainda há cerca de dois mil entre a Codeca, SAMAE e Fas e mais de 1.500 na formalidade, que prestam os mais variados serviços, os que trabalham nas áreas da saúde e educação, em laboratórios, isto sem esquecer os estagiários dentro do projeto do primeiro emprego e que hoje são cerca de 500. O município tem ainda 1.532 servidores inativos. “A Prefeitura conta hoje com quase dez mil pessoas trabalhando, o que nos faz ser uma das maiores empresas de Caxias. Na área de educação, temos o maior número, contamos com mais de 40 mil alunos e temos 2.967 funcionários”, ressalta Sartori.
 
 
 
 
“18% dos usuários do
 transporte urbano
 usufruem de benefícios”
 
 
 
 
 
Na área da habitação, na sua primeira administração, (2005/2008), Sartori entregou cerca de 2 mil unidades. O prefeito revela que “em nosso segundo governo adotamos o projeto do governo federal Minha Casa, Minha Vida, em Caxias se transformou em Minha Casa, em convênio com a Caixa Econômica Federal. A prefeitura destina as áreas e o projeto prevê a construção, até 2012, de mais quatro mil unidades o que completará cerca de seis mil novas unidades habitacionais até o final do meu mandato”.
 
Crise econômica
Embora a crise que se abateu sobre o país em 2009, onde o município perdeu mais de R$ 30 milhões na arrecadação de impostos, Sartori diz que “mesmo com todos os problemas, e eles foram graves porque a crise existiu fortemente, houve sintonia perfeita do governo com toda as atividades. Continuamos investindo nas questões básicas, como saúde, educação e assistência social. Mas a prova de que a crise efetivamente existiu é que no orçamento para 2010, aprovado pela Câmara, foi apenas 0,87 % acima do que havíamos projetado em 2009”.
 
Transparência
Em relação ao projeto de renovação da concessão do transporte urbano à Visate por mais dez anos, e que foi aprovada na Câmara na quinta-feira, dia 10, o prefeito Sartori rebate as críticas de que tudo foi feito às pressas “Fizemos tudo com transparência, houve tempo suficiente para discuti-lo, houve seminários, encontros da UAB, a Câmara debateu a questão com a comunidade. Nunca nos colocamos ao lado da empresa, mas sempre ao lado dos usuários”.
 
Problemas
Sartori tinha a convicção de que “abrir uma licitação poderia gerar vários problemas, pois a Visate presta um bom serviço e nada garante que as passagens seriam barateadas e que o serviço pudesse ser bom. Conheço todo o Brasil e posso garantir que 70% das capitais brasileiras não têm o transporte coletivo como o de Caxias”.
 
Os benefícios
Sartori lembra que o projeto avança também na área do sistema viário que deverá melhorar qualidade do transporte urbano e também de se buscar alternativas para baratear a passagem e que haverá necessidade de fiscalização do município e da própria comunidade que utiliza o transporte. “Sabemos que há problemas como os benefícios concedidos na gratuidade das passagens. Num levantamento realizado, chega a 18% dos usuários que usufruem o beneficio, e a partir daí alguns pagam para que outros não paguem”, observa o prefeito. 
 
 
 
  
 
 Sartori diz que vai ajudar
Mauro e Maria Helena em 2010
 
 
Para Sartori, o PMDB teve o discurso correto ao escolher o nome do prefeito José Fogaça para concorrer ao Piratini. “O partido tinha dois nomes excelentes, o Rigotto e o Fogaça, mas como o Rigotto precipitou os acontecimentos com a decisão de não concorrer ao governo, mas ao Senado me parece que a candidatura do Fogaça, que não poderia candidatar-se ao Senado, é a melhor saída e as chances de recuperarmos o Piratini são enormes como também de elegermos Rigotto ao Senado. Em Caxias nós gostaríamos de ter o Rigotto como candidato ao governo, mas ficamos também satisfeitos com o nome de Fogaça”. 
 
“Requião candidato à presidência”
Sobre a eleição presidencial, Sartori não concorda com o que a cúpula nacional pretende fazer colocando o deputado Michel Temer como vice do candidato do PT. Ele defende candidatura própria, tanto Sartori revela que em janeiro deverá acontecer um encontro em Tramandaí com o PMDB do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para lançar a candidatura de Roberto Requião à presidência da República. “Um partido como o PMDB não pode ficar reboque de ninguém, temos que ter candidato e o Requião é nome carismático, pretendemos ter novas adesões e quebrar a resistência de alguns caciques do partido em nível nacional”, argumenta Sartori.
 
“Tive parcela de culpa”
Em relação aos candidatos do PMDB à Câmara Federal e Assembleia, eles já foram definidos. Mauro Pereira deverá ser o candidato à Câmara Federal Maria Helena Sartori à Assembléia. Na eleição de 2006, o PMDB pela primeira vez não conseguiu eleger nenhum nome à Câmara Federal e Assembleia. Sartori confessa que ele também teve uma parcela de culpa pela não eleição de nenhum peemedebista.
 
“Vou lutar por meus candidatos”
“Naquele ano eu talvez não tenha participado da campanha como deveria ter sido para ajudar a eleger o Alaor, a Maria Helena e o Pisoni. Devíamos ter participado mais de suas candidaturas como o partido fazia nos tempos do Vitório, Costamilan, Rigotto e inclusive nas minhas candidaturas. Mas na eleição de 2010, vou lutar mais pelos meus candidatos, que são o Mauro Pereira à Câmara e a Maria Helena à Assembleia”, revelou Sartori.
 
 
 
 
 
“Acho que vou tomar
 o caminho de casa ao
encerrar o meu mandato”
 
 
 
 
Sobre a possibilidade do secretário de Gestão e Finanças Carlos Burigo também concorrer à Câmara Federal, Sartori descartou dizendo que “os nomes do Mauro e da Maria Helena são definitivos, não vou abrir mão do Burigo, posso dizer no bom sentido que vetei seu nome porque preciso muito dele no cargo que ele ocupa com muita competência no meu governo. Na verdade, no meu governo sempre tivemos um núcleo de decisão política, tanto é, que o meu chefe de gabinete, o Edson Nespolo, não é do meu partido”.
 
“Em 2014 terei 66 anos”
Em relação ao seu futuro político após terminar seu mandato em 2012, se ele pretende concorrer novamente à Câmara Federal em 2014, Sartori lembra que “estarei, em 2014, com 66 anos, ocupo cargo político desde 1977, já são 32 anos, neste período já concorri 12 vezes, fui vereador, deputado estadual, deputado federal, secretário de governo, presidente da Assembleia e prefeito de Caxias em duas oportunidades”.
 
Vou continuar fazendo política
E revela que “agora, mais do que nunca, só penso em terminar bem o meu governo. Penso que após encerrar meu mandato tomarei o caminho de casa e não concorrerei mais a nenhum cargo, porém não pretendo deixar de fazer política, mas não com cargo eletivo”.
 
 

« Voltar para Política

« Voltar para Principais Notícias

Veja mais  Min: 20 - Max: 31
» Busca
 
Empregos
 
 
Home | Notícias | Colunas e Blogs | Sobre a Gazeta | Assine | Anuncie | Fale Conosco
Copyright 2012, Gazeta de Caxias. Fone:(54) 3027-1996| Política de Privacidade | Termo de Uso | Mapa do Site