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26/07 às 11:17 Polêmica
 

Ex-assessor jurídico da CCJ acusa Toigo de utilizar-se do cargo para beneficiar-se

O advogado Erocy José Gilberto da Silva, pedetista histórico, ligado ao partido há 22 anos, está fazendo criticas e denunciando o vereador Gustavo Toigo (PDT) presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. (CCJ). Erocy contesta a maneira como ele foi exonerado do cargo de assessor jurídico.

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Foto por Gabriel Rodrigues
Erocy: “O Toigo disse que precisava do cargo para colocar alguém que trabalhasse na sua campanha”

 

Erocy diz que foi exonerado do cargo em 23 de junho deste ano pelo presidente da Câmara Harty Moisés Paese (PDT) depois de pedidos insistentes de Toigo. O ex-assessor da CCJ relata que “em 2009 assumi a bancada do PDT na Câmara e a assessoria do vereador Paese. No final de agosto de 2009 assumi a assessoria jurídica da CCJ, cujo presidente era e é o vereador Gustavo Toigo. Nessa função passei a dar pareceres sobre projetos, etc”.

 

Ajudar na campanha

Erocy diz que, “porém, no dia 26 de abril de 2010, fui chamado pelo vereador Toigo quando me disse taxativamente que ele precisava do cargo para colocar uma pessoa que iria ajudá-lo na campanha a deputado estadual, isto é utilizar-se do cargo para beneficio próprio”. Toigo me disse ainda que “não tinha nada contra a minha pessoa, que eu tinha feito um bom trabalho, mas que ele precisava colocar alguém que o pudesse ajudar na campanha, pois na época ele era candidato a candidato à Assembleia, o que depois acabou não acontecendo”.

 

Indeferiu

O advogado diz que respondeu que “ele fizesse o que bem entendesse, mas que eu não era o seu assessor, mas sim do vereador Paese, que o levou à Câmara”. Paese, segundo Erocy, “indeferiu o pedido de Toigo, não aceitando sua saída. Não satisfeito, Toigo continuou insistindo. Aí ele mandou um ofício, ainda em maio, indicando o nome do advogado Rui Ivanier Doebber, que era o assessor jurídico da CCJ, antes de eu assumir, e que havia sido exonerado pelo Toigo. O Rui não aceitou o cargo”.

 

Para Erocy, “nessa atitude que tomou ficou claro e evidente que Toigo pretendia provocar um “racha” na executiva local, pois o Rui é o atual secretário da executiva municipal do PDT”. Erocy diz que “continuei trabalhando porque não tinha sido exonerado, porém o Toigo continuou insistindo para que eu o fosse. O Paese acabou aceitando o pedido no dia 17 e no dia 23 de junho fui oficialmente exonerado do cargo. Para o meu lugar, o Toigo nomeou a advogada Fernanda Ramos Paglioli, que não estava filiada aos quadros do PDT”.

 

Perseguição

Diante disso, prossegue o advogado, “se estranha a declaração de Toigo quando afirmou que abriu mão de sua candidatura à Assembleia para pacificar o partido. Pergunto então, quem quer pacificar o partido age dessa maneira, perseguindo companheiros trabalhistas, com história no partido”?

 

Pessoas de bem

Em relação ao comportamento da executiva municipal, Erocy diz que “a maioria deles é integrada por pessoas de bem, companheiros que juntos lideraram a nominata que ganhou as eleições para o diretório na convenção de 2009. Posso citar os nomes de Luiz Carlos Muniz, Silvio Kobielski, Rui Doebber e Joel Ribeiro. Esses companheiros, independente de eu estar ou não no partido, sempre terão o meu apoio”.

Quantidade

Já quanto ao PDT caxiense, o ex-assessor jurídico da CCJ, foi bastante duro, dizendo que “o PDT de Caxias perdeu o rumo, preocupou-se em quantidade e não em qualidade de filiados. Por mais que atual executiva tente mudar, não sei se terá forças para combater as resistências do partido, principalmente por pessoas cuja grande maioria dos filiados nada tem a ver com o PDT e com a história do trabalhismo. Eles foram filiados para atender a uma única finalidade, votar nas convenções do partido esvaziando assim a qualidade partidária. Lamentavelmente, isso sempre aconteceu em Caxias”.

  

Toigo: “Mudei porque senti que havia necessidade de mais agilidade

O Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, vereador Gustavo Toigo (PDT), diz estranhar a postura do Dr, Erocy, lembrando que “o cargo de assessor jurídico da CCJ, ou de qualquer outra comissão, é institucional, a pessoa não precisa ser filiada em partido algum. No caso do assessor jurídico da CCJ o indicado tem que ser advogado e registrado na OAB. Historicamente, quem indica é o presidente da Comissão, com a autorização do Presidente da Câmara”.

Projetos parados

Toigo estranha as declarações de Erocy “pois trata-se de uma situação normal, as mudanças são corriqueiras, são assuntos meramente internos”. Ele lembra que em abril fez um levantamento da comissão e senti que havia necessidade de um novo ritmo. Houve uma reunião e fui cobrado pelo presidente da Câmara para que houvesse mais agilidade, mais rapidez, pois no levantamento realizado foi constatado que havia projetos parados há muito tempo”.

 Alterações

A partir daí, prossegue Toigo, “diante do fato que cabe ao presidente da Comissão promover alterações, procurei o Dr. Erocy dizendo que iria solicitar sua saída. Até porque o Dr, Ruy queria retornar, mas depois não sei os motivos, ele não quis assumir. Indiquei a Dra. Fernanda Ramos Paglioli, que atendia aos requisitos, a de ser advogada e estar registrada na OAB, não havendo necessidade de filiação partidária. Como o presidente da Câmara, vereador Harty Moisés Paese (PDT), inicialmente não assinou a exoneração do DR. Erocy,  reiterei novamente a solicitação quando aí fui atendido”.

 Absurdo

Para Toigo, “em momento algum tive a intenção de promover qualquer racha no partido e em momento algum afirmei ao Dr. Erocy de que eu solicitei sua saída porque queria alguém que pudesse me auxiliar na campanha à Assembleia. Trata-se de um absurdo. Jamais misturaria uma questão puramente institucional com campanha eleitoral. Na verdade minha intenção era prestigiar a volta do Dr. Ruy, colega de PDT e que havia concorrido também à Câmara em 2008”.

A Gazeta ouviu os demais integrantes da Comissão de Constituição e Justiça Rodrigo Beltrão (PT), Alaor de Oliveira (PMDB), Ary Dallegare (PMDB) e Eloi Frizzo (PSB). 

Rodrigo Beltrão - PT

Ele tinha um trabalho de grande dedicação e extremamente qualificado. Pela sua qualificação como advogado era um sujeito brilhante e sua saída foi uma questão extremamente política do Presidente da Casa. Mesmo sendo membro eu não tenho poder de manter ou de ajudar a sair. Eu mesmo sou presidente de uma comissão e quem indica as pessoas para o cargo sou eu, mas quem decide quando vai sair cabe ao Presidente.

Alaor de Oliveira – PMDB

Excelente, belo amigo, sempre foi educado, mas não tinha muito contato com ele. Sobre a sua saída não tenho opinião, é um problema interno do PDT. Eu tinha apenas contato amigável e profissional, o que conheço dele sei que era uma pessoa correta.

Ari Dallegrave - PMDB

Essa questão cabe ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, não vou entrar nessa questão porque é da confiança dele (do Presidente) o funcionário. Pois ele é quem nomeia e exonera diante da convicção que ele tem, é de sua livre escolha.

Eloi Frizzo - PSB

Foi um belo profissional que trabalha na função de assessoria da CCJ. Era de muita produtividade e se interessava pelo trabalho, foi um belo profissional. A saída está vinculada a um problema interno do PDT e não gostaria de entrar na questão.

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