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Nespolo não será mais o coordenador de campanha
Nas eleições de 2004 e 2008 Edson Nespolo (PDT) foi o coordenador das campanhas vitoriosas de José Ivo Sartori (PMDB).
Por João C. Garavaglia
Ele foi considerado um dos maiores responsáveis pelo sucesso das campanhas de Sartori e um dos principais articuladores para a composição de 15 partidos apoiando Sartori nas eleições de 2008. Em 2012 Néspolo não terá mais esta função.
O atual chefe de gabinete e presidente municipal do PDT está revelando que, a partir de sete de abril, se desligará de suas funções para poder concorrer à Câmara de Vereadores e dedicar-se ao partido, além de dar aulas num cursinho pré-vestibular da cidade onde ele leciona há 24 anos.
“Já dei minha contribuição e tenho certeza que não haverá maiores dificuldades para a indicação de um novo coordenador. Há pessoas muito competentes para tal função”, enfatiza Nespolo.
Em relação às eleições municipais o atual chefe de gabinete lembra que “o PDT já definiu o nome do deputado Alceu Barbosa Velho para ser o candidato à prefeitura, mas, agora, vamos aguardar o final da Festa da Uva para ver a questão da coligação com os demais partidos quando, então, tudo deverá ser definido”.
“O PMDB deve definir seus rumos”
Sobre se ele acredita que o PMDB deve ter o nome do vice na chapa, e que o mais provável é do secretário Antonio Feldmann, Nespolo foi taxativo: “Olha, não vou me meter nas questões do PMDB. É assunto interno deles. Se eles aprovarem seu ingresso numa composição com o PDT e escolherem um nome, cabe ao PMDD definir quais são os seus rumos”.
Nespolo acredita, no entanto, que “a estrutura de apoiamentos, que foi obtida nas eleições de 2008, quando 15 partidos apoiaram Sartori, deverá ser mantida. Acredito, firmemente, que ela será não apenas preservada dos 15 partidos, mas ampliada para 18, apoiando a candidatura oficial que representará a continuidade do atual governo”.
Sobre a saída do PRB do governo e do grupo que apoiou Sartori em 2004 e 2008 aliando-se ao PT para as eleições de 2012, Nespolo diz que “não deverá afetar em nada os apoiamentos, apenas perdemos um, mas estamos ganhando outros”.
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