O vereador admitiu também ter todo uma severa recaída na dependência química. O vereador confirmou na manhã sexta a falsidade de três atestados médicos para justificar sua ausência em quatro sessões da Câmara de Vereadores.
Em entrevista ao jornalista Ciro Fabres do jornal Pioneiro, Paese, que recebeu diagnóstico de hepatite C em fevereiro passado, admitiu ter tido uma severa recaída na dependência química durante o mês de julho. “Essa recaída me fez sumir por uma semana” afirmou.
Desde então, Paese resolveu buscar tratamento. Diante desse sumiço, o vereador atribuiu a falsidade à iniciativa de uma pessoa próxima para justificar administrativamente as faltas. O vereador assumiu a irregularidade, disse que irá devolver os recursos correspondentes e descartou a hipótese de renúncia ou de se licenciar para tratamento de saúde por tempo prolongado de seis meses.
Com a confissão pública de Paese em relação a falsidade dos atestados médicos fica a expectativa agora de como agirá a Comissão de Ética da Câmara, que devera ouvir o vereador Paese nesta semana para decidir os rumos que serão tomados e que podem levar a sua cassação.
Tudo começou quando a Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal de Caxias do Sul reuniu-se no final desta quinta-feira (27/10) para a avaliação dos documentos entregues pelo Presidente da Casa, Marcos Daneluz (PT), referente à denúncia que envolve o Vereador Harty Moisés Paese. (PDT). Ele teria apresentado atestados médicos, falsos, para justificar a ausência nas sessões dos dias 21, 22 e 28 de junho, e 05 de julho de 2011.
Na reunião também foi escolhido o vereador Renato Nunes (PRB) como relator da Comissão e o Vereador Daniel Guerra (PSDB), como revisor do processo. Caberá a Nunes a tarefa de emitir parecer e, no prazo de até 30 dias, encaminhá-lo para a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, antes de remetê-lo ao plenário.
Durante o encontro, o presidente Guiovane Maria (PT), entregou cópia de todos os documentos a cada um dos integrantes da comissão, para que façam uma avaliação individual. Na terça-feira, dia 1º de novembro, às 15 horas, voltamos a nos reunir para debater o caso. Ele não descarta a possibilidade de requerer novos documentos à presidência da Câmara.
Também adiantou que está solicitando o acompanhamento jurídico de órgãos externos, que por contrato prestam assessoria ao legislativo, como é o caso do IGAM ou da DPM. Guiovane disse ainda que a Comissão continua os trabalhos, independente da indicação de um quinto vereador. João Carlos Virgili Costa (PDT), que integrava o grupo em virtude do afastamento de Harty Moisés Paese, por licença saúde desde o dia 05 de setembro, pediu para deixar a Comissão. O outro integrante é o Vereador Arlindo bandeira (PP).
Segundo Guiovane “caberá ao relato vereador Renato Nunes indicar se haverá ou não processo, mas posso garantir que a Comissão vai participar não vamos deixá-lo sozinho nesta espinhosa decisão, vamos juntos apurar todos os fatos dentro da maior transparência”.
Conheça o Caso Paese
Em reunião realizada na tarde do ultimo dia 24, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Caxias do Sul decidiu convocar a Comissão de Ética e encaminhar denúncia que envolve o Vereador Harty Moisés Paese (PDT), afastado por licença saúde desde o dia 05 de setembro. A denúncia refere-se à apresentação de atestados médicos, nos dias 21, 22 e 28 de junho e 5 de julho e que existe a suspeita de serem falsos. É válido lembrar que a denúncia partiu de um bilhete anônimo deixado sob a porta da presidência da Câmara.
O presidente da Casa, Marcos Daneluz (PT), lamentou a denúncia, já que, quando presidente da Casa, no ano de 2010, implantou ações elogiáveis, como o Câmara vai aos Bairros e acessibilidade ao prédio da Câmara.
A Comissão de Ética, composta pelos vereadores Arlindo Bandeira (PP), Daniel Guerra (PSDB), Guiovane Maria (PT), Renato Nunes (PRB) e João Carlos Virgili Costa (PDT), que no momento substitui Harty Moisés Paese, recebeu a documentação do presidente e vai apurar o assunto. Esta Comissão é regida pela Resolução 82/A, de 30 de novembro de 2000, que dispõe sobre o Código de Ética Parlamentar.
Virgili Costa solicitou sua renúncia da comissão. Ele estava substituindo Moisés Paese, afastado por licença saúde desde o dia 05 de setembro. Sou suplente do Vereador em questão e não me sinto confortável para acompanhar essa investigação, destacou Virgili.
No caso desta vaga, caberá à Presidência solicitar que a bancada do PDT indique outro vereador. Não havendo a intenção de o PDT compor o grupo, o presidente solicitará que outra bancada o faça. A indicação do vereador que será o relator deste processo vai aguardar a indicação deste quinto integrante.