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18/12 às 16:57 Entrevista: Moises Paese (PDT) - Presidente da Câmara de Vereadores
 

Paese quer aproximar o povo cada vez mais da Câmara

O vereador Harty Moisés Paese (PDT), que em sua primeira Legislatura foi eleito em 2008 com 3.557 votos, foi escolhido, de maneira unânime, na sessão do último dia 15, como presidente da Câmara de Vereadores para 2010.

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Foto por Maiara Calgaro
Paese: “A Câmara tem que estar na linha de frente das grandes demandas de Caxias”
Nascido em Caxias do Sul, 35 anos, foi membro de grêmios estudantis da cidade. Também foi Presidente do DCE da UCS, com a maior votação da história da entidade. Em 2004, foi eleito Conselheiro Tutelar também com a maior votação da história de Caxias. Ao assumir a Presidência da Câmara, Moisés segue os passos de seu pai, o ex-vereador Renato Paese (PDT), que presidiu o Legislativo caxiense, no ano de 1998. Na verdade, é primeira vez que pai e filho assumem a presidência da Câmara desde 1947. O vereador, é advogado, casado e pai de Amanda, de um ano.
Mesa diretora
A exemplo do que aconteceu no ano de 2009, a Mesa Diretora da Câmara para o próximo ano será formada por parlamentares de diferentes Bancadas. Dos cinco integrantes da atual Mesa, quatro permanecerão com cargos na próxima gestão. A mudança fica por conta da saída do atual Presidente, Vereador Edio Elói Frizzo (PSB) e o ingresso do Vereador Renato Nunes (PRB). Confira a nova Mesa: Presidente – Vereador Harty Moisés Paese (PDT); 1º Vice-Presidente - Vereador Renato Oliveira (PC do B); 2º Vice-Presidente - Vereador Renato Nunes (PRB); 1º Secretário - Vereador Alaor de Oliveira (PMDB) e 2ª Secretária - Vereador Denise Pessoa (PT).
Gazeta - Qual foi o segredo do vereador Paese de no seu primeiro mandato e no seu segundo ano conseguir chegar à presidência da Câmara?
Paese - Acho que em primeiro lugar, embora não tivesse experiência parlamentar, foi o trabalho apresentado neste primeiro ano e o bom relacionamento que eu tive sempre com todos os meus colegas mesmo que em algumas vezes tivéssemos saudáveis divergências que fazem parte do debate democrático do legislativo. Em segundo lugar, acredito que os meus colegas, pois a votação foi unânime, devem te visto na minha pessoa qualidades para assumir a função. Claro que o escolhido tinha que ser alguém do PDT pelo acordo estabelecido. Na nossa bancada havia outros nomes que também tinham todas as condições de assumir. Fiquei muito orgulhoso de ter sido o escolhido. Sei que é uma enorme responsabilidade, mas coma ajuda de todos pretendo realizar um bom trabalho.
Gazeta – O fato do teu pai, Renato Paese, ter sido vereador por 12 anos e presidente da Câmara em 1998, ajudou na tua eleição?
Paese - Antes de mais nada quero registrar que nunca pensei na presidência quando assumi em janeiro deste ano. Minha preocupação era realizar um bom trabalho. E acredito, sem falsa modéstia, que ele foi bom, apresentei 21 projetos, nenhum deles de nome de rua, mostra em conseqüência que fiz um bom trabalho, aliado ao excelente relacionamento com os colegas, deve ter influenciado. Em relação ao meu pai, o fato dele ter permanecido 12 anos na Câmara, foi presidente em 1998, e na época fui também seu assessor e muitos dos mais antigos vereadores conhecem minha história, acredito que ajudou. Acho, porém, que independente disso tudo, foi meu bom relacionamento e a minha atividade durante o ano. Sei que uma coisa é ser vereador, outra é ser presidente. Espero retribuir com um trabalho sério e responsável em quem confiou em mim e até, porque não dizer, apostou em mim.
Gazeta – Qual será o teu principal objetivo como presidente?
Paese - Lembro que a Câmara é uma casa política por excelência. É a caixa de ressonância da população. A comunidade, quando tem problemas, procura a Câmara e os vereadores. Há, na verdade, uma idéia um pouco equivocada sobre isso. Existem certos moradores que por não terem votado em determinado vereador não o procuram com receio de não serem atendidas. É uma idéia errada. A Câmara e os vereadores sempre estiveram abertos para todos. Na minha administração o objetivo é trazer cada vez o povo para a Câmara, aproximá-la com a população caxiense.
 
 
 
 
 
“Estamos ainda distantes da
 comunidade. Precisamos
 diminuir este isolamento”
 
 
 
 
Gazeta - E como o senhor pretende viabilizar estas ações?
Paese - Veja que em 2009 houve muitos avanços neste sentido a começar pelo espaço da TV Câmara, foram 181 programas produzidos nos mais diversos segmentos. As comissões permanentes realizaram 53 reuniões, sendo 25 audiências públicas, 25 reuniões ordinárias, com os mais diversos convidados, com 87 horas de reuniões. O Site da Câmara foi outro veículo de aproximação com a comunidade O Site Transparência abriu as portas para todos saberem os gastos, os custos, as prestações de contas, etc, da Câmara e dos vereadores, é como se fosse uma caixa preta. Vejam que entre 31/10, quando o Site foi implantado, até 30 de novembro, tivemos em média 410 visitas dia por parte da comunidade. Houve ainda 493 cedências da Câmara, plenário, plenarinho, para reuniões, cursos, de entidades. Pretendo, na verdade, dar continuidade e ampliar essa prestação de serviço á comunidade faz parte do meu projeto e da Câmara para 2010.
Gazeta - Esta não é a função básica do presidente, dentro do seu aspecto político?
Paese - Exatamente, é que pretendo fazer, estimular a comunidade. É importante a sua presença para ver como o vereador trabalha e como a Câmara se comporta. Neste ano de 2009, através de inserções na mídia, procuramos aproximar mais as pessoas com a Câmara. Recentemente, encontrei uma senhora que me disse que não ia a Câmara “ porque acho que não vão me deixar entrar”. Fiquei espantado, mas é uma dura realidade, pois muitas pessoas têm a idéia errada do serviço publico, no caso do legislativo que é a Casa do Povo, aberta para todos. As pessoas ainda se sentem afastadas, estamos ainda distantes da comunidade, precisamos diminuir este isolamento. E é o que pretendo por em prática em 2010.
Gazeta - A Câmara não tem ficado um pouco distante dos grandes temas locais?
Paese - Acho que não, a Câmara tem sido atuante, porém, pretendo em 2010 aumentar esta participação e fazer com que o legislativo esteja na linha de frente nas grandes demandas de Caxias, tais como a questão do Aeroporto Regional, a construção de um HPS, os pedágios, a melhoria nos sistema penitenciários. A Câmara pode não decidir, mas tem que ter participação forte nos debates, ter presença ativa, mostrar e exercitar sua força política, provocar reuniões com a governadora, cobrar uma definição da área do aeroporto, abrir vagas no sistema penitenciário local e que haja o cumprimento da Lei das Execuções Penais, o que não ocorre hoje.
Gazeta – E em relação a parte administrativa da Câmara?
Paese -  É a grande responsabilidade do presidente, de quem assume a Câmara.. Cabe ao presidente assinar todos os papéis, autorizar despesas, assinar cheques, autorizar pagamentos, etc. Essa será a minha função, além de muitas outras atribuições. O presidente tem que cumprir o regimento interno, e lei, cumprir a parte política, administrativa e econômica. Um dos primeiros desafios é iniciar as obras de ampliação do prédio da Câmara visando às eleições de 2012, quando o legislativo caxiense terá mais seis vereadores, a partir de 2013, um total de 23, isso se não tiver mais oito, um total de 25, caso o IBGE apurar 450 mil habitantes em Caxias. Vamos erguer mais um bloco de quatro andares ao lado do atual prédio. O projeto será de autoria do arquiteto João Carlos Marchioro, autor do atual prédio inaugurado em 1996. A TV Câmara investiu R$ 600 mil em equipamentos eletrônicos, móveis, além de ampliar seu espaço físico para o funcionamento da TV e da assessoria de imprensa. Com isso a Câmara pretende qualificar ainda mais o seu trabalho divulgando com mais eficiência e agilidade os trabalhos do legislativo. Temos também o Centro de Memória, com todos os dados das sessões desde a primeira legislatura em 1947, num trabalho excepcional e de fôlego. Em 2009 foi feita uma auto avaliação do PGQP ( Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade). Em 2010 acontecerá sua implantação.
Gazeta – O fato de 2010 ser um ano de eleições sempre aumenta a responsabilidade?
Paese - Sem dúvida, é um ano diferente, um ano de muitos debates, de discursos mais inflamados, mas há uma tradição na Câmara de sempre se preservar a instituição nesta época, e tenho certeza que em 2010 esta tradição será mantida. Os interesses pessoais não estarão acima dos interesses públicos. Os interesses da comunidade estarão sempre em primeiro lugar independente se é um ano eleitoral ou não.
Gazeta – O senhor pretende concorre a alguma cargo em 2010?
Paese – Não, nem penso nisso agora. O meu partido, o PDT, tem excelentes nomes que serão escolhidos na nossa convenção tanto para a Assembléia e à Câmara Federal. Acho que o PDT vai crescer muito em 2010.

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