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03/09 às 09:13 Política
 

Você ainda acredita na política e nos políticos?

A cada dois anos são realizadas Eleições no Brasil, os Governantes mudam, as promessas são renovadas, as autoridades nem tanto, mas se existe algo que não muda é a crença da Velhinha de Taubaté.

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Foto por Gabriel Rodrigues
Caciano Kuffel, “Se tu tens um cargo político, tem que ser para fazer algo de bom”

A Velhinha de Taubaté era uma personagem das crônicas de Luis Fernando Veríssimo que acreditava em todos os políticos e nas justificativas que eles davam para o fracasso dos projetos e o não cumprimento das leis e promessas. Ela ‘acreditava’, pois Veríssimo anunciou seu falecimento após os inúmeros escândalos de corrupção no Senado Brasileiro nos últimos anos. Ela era considerada a última pessoa a acreditar no Governo. E você, ainda acredita?

Jovens

Para o Estudante de Publicidade e Propaganda, Caciano Kuffel, “Temos que acreditar na política. Eu acredito porque ainda tem gente que é capaz de mudar um pouco as coisas no Brasil. Tem gente que entra por benefício próprio, mas é claro que tem outros que querem mudar o país”. Aos poucos os jovens vêm se interessando cada vez mais por política, ao mesmo tempo em que muitos demonstram não se preocuparem com o processo eleitoral, outros começam a participar cada vez mais, principalmente no período de campanha.

Filiação Partidária

“Sem dúvida o brasileiro está descrente com a política, o jovem mais ainda. Porém, não podemos parar de sonhar e ter esperança”, disse o Candidato a Deputado Estadual pelo PDT, Vinicius Ribeiro. “Quando tu dizes pro jovem que ele é político, ele não gosta, a palavra política associa-se a palavras negativas. Ser político não é ter filiação partidária, mas sim participar do processo democrático e lutar a favor de mudanças”.

 

“A palavra política   associa-se a  fatos negativos”

 

Prometer e não cumprir

Para Matheus Stallivieri, estudante de Administração, ainda é possível acreditar em um futuro melhor. “Acredito na política, por mais que a mídia nos cerque de atos políticos revoltantes, acho que alguns candidatos possam fazer coisas úteis pelo Brasil, como alguns já fazem”.

Desajustada

Para Matheus Bresolin, Estudante de Engenharia Elétrica, “A política está desajustada. Os políticos de fato fazem alguma coisa, principalmente em época de eleição, mas mesmo assim deixam a desejar. Acho que eles deviam prometer menos, para ao menos cumprirem o que prometeram. Existem aqueles que querem o bem para si e os que realmente entram na política querendo o bem para todos”.

Movimento Estudantil

A participação no processo democrático realmente começa cedo. A Candidata à Deputada Estadual pelo PMDB, Maria Helena Sartori, conta que “para entrar no meio político é necessário estar ligado aos movimentos estudantis. Eu era líder estudantil no DCE da UCS e éramos muito ativos na época da ditadura. O problema é que hoje os políticos que fazem diferença no Brasil não aparecem, enquanto os maus políticos são divulgados. Não que não devamos mostrar os erros, pois a partir dali se fazem críticas e podemos mudar”.

 “Acho que eles deviam  prometer menos, para cumprirem o que prometem”

Ambições Políticas

Caciano é estagiário no DCE da UCS e fala que “o que mais incomoda em um político é o interesse pessoal. Se tu tens um cargo político, tem que ser para fazer algo de bom para todos e não simplesmente estar lá por nada”.  Hoje o DCE da UCS não possui um Presidente único, ele é dividido em 11 Coordenadorias e 22 Direções. O número de cargos é proporcional ao número de votos de cada chapa, formando uma gestão com todas as chapas concorrentes. Sobre o fato de fazer parte do DCE e estar no Meio Político Estudantil, Caciano conta: “Como estou no meio estudantil, tenho ambições políticas”.

Reforma Política

O Candidato ao Senado pelo PMDB, Germano Rigotto, explica que “Os políticos sérios buscam ajudar a comunidade. Existe a descrença, mas também existe a generalização. São erros cometidos por alguns que levam a crer que toda a classe política é assim. Com reformas políticas e mudanças na estrutura das instituições podemos mudar essa visão que temos hoje. O que mais desacredita a população são as denúncias de corrupção e desvio de recurso público”.

Agente Político

Vinicius reforça que o jovem deve participar cada vez mais da política, “Quem é bom tem que participar, senão abre espaço para os ruins e de nada adianta se queixar depois que não fez nada”. Para o Candidato, “O jovem está acordando para a política, o comportamento dele está mudando, ele está mais alerta e prestando mais atenção. O jovem não sabe que é um agente político, mas age como tal. Um agente político é aquele que tem iniciativa e quer a mudança. A política não é apenas partidária, ela acontece em casa, na escola, no trabalho”.

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