O Presidente da Câmara de Vereadores Marcos Daneluz PT) disse à Gazeta na manhã desta segunda-feira, que o vereador Harty Moises Paese (PDT) está sendo aguardado na Câmara para dar explicações à Comissão de Ética.
Por João C. Garavaglia
Daneluz disse que a entrevista que o vereador deu à imprensa na última sexta-feira, quando confirmou a veracidade das denúncias da falsidade de três laudos médicos para justificar sua ausência em quatro sessões da Câmara, precisam ser dadas à Comissão de Ética, que é quem vai tratar do caso dele.
O presidente da Câmara mostrou certa indignação com o fato de ele ter falado à imprensa antes de entrar em contato com a Comissão de Ética.
“Esperávamos que ele comparecesse à Câmara para primeiramente falar com os integrantes da Comissão de Ética, onde ele tem que, efetivamente, dar as explicações sobre as graves denúncias de que ele teria falsificado os laudos médicos. Mas ele preferiu primeiro falar à imprensa. Estamos aguardando que ele venha à Câmara ainda nesta segunda-feira para dar as explicações necessárias. No momento, ignoramos sua entrevista. Para a Comissão de Ética o que vai interessar é o que ele falará a ela quando aqui comparecer”.
Daneluz não quis opinar sobre as declarações dele de que não pretende renunciar e nem solicitar uma nova licença de seis meses. “Volto a repetir, para efeitos legais as declarações dele à imprensa não tem valor. O Paese precisa vir à Câmara e aqui dar as explicações necessárias à Comissão de Ética o que ele não fez, lamentavelmente, até agora”.
O Presidente da Câmara, porém, disse que existem algumas contradições nas suas declarações como na questão da entrega dos laudos. “Ele ingressou com os atestados e assinou o requerimento pedindo no dia 8 de julho de 2011 às 14h20min. Foram três atestados entregues e assinados por ele, protocolados por seu assessor. Ora, ele mandou o ofício e assinou pedindo licença para os dias 21, 22 28 de junho e 5 de julho. Ele não pode alegar que o seu assessor levou o pedido e protocolou porque ele estava vivendo um momento de crise. O Paese entregou o pedido no dia 8, mas havia participado normalmente das sessões dos dias 6 e 7 quando ele não tinha sinais de crise. E assinou o requerimento. A documentação está aqui na minha mesa para ser vista”, argumentou Daneluz.
A Comissão de Ética é formada pelo presidente Guiovane Maria (PT), Renato Nunes (PRB), que é o relator; Daniel Guerra (PSDB) é o revisor. Integra ainda a Comissão o vereador Arlindo Bandeira (PT). O PDT ficou de indicar um nome até esta terça-feira. A Comissão tem até o dia 24 de novembro para ouvir Paese e dar seu parecer final, se Paese deverá ser processado pela Câmara ou não. Se forem encontradas provas de que efetivamente ele falsificou os lados poderá ter seu mandato cassado.